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Matogrosso & Mathias: meio século de história e romance no sertanejo

André Gomes

André Gomes

23 Jan 2026
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Rick e Renner — Dois ícones do sertanejo romântico brasileiro
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Rick e Renner — Dois ícones do sertanejo romântico brasileiro

A dupla Rick e Renner é uma das parcerias mais lembradas da música sertaneja brasileira, especialmente nos anos 1990 e 2000, com canções que viraram verdadeiros hinos para fãs do gênero. Quem são Rick e Renner? Rick — nome real Geraldo Antônio de Carvalho, nasceu em 5 de dezembro de 1966 em Monte do Carmo, Tocantins. Influenciado pelo pai, que tocava e compunha músicas de tradição religiosa, Rick começou na música aos 12 anos e passou por várias formações antes de encontrar o verdadeiro sucesso. Renner — nome real Ivair dos Reis Gonçalves, nasceu em 19 de novembro de 1971 em Brasília (DF). Começou cantando rock na adolescência, mas foi na música sertaneja que encontrou seu caminho ao lado de Rick. Os dois se conheceram ainda jovens e começaram a cantar juntos em bares de Brasília, formando a base da parceria que duraria décadas. A trajetória da dupla Rick e Renner começaram seus shows em ambientes pequenos e, 8 anos depois, lançaram o primeiro CD oficial em 1992 (lançado no mercado em 1993), dando início à carreira nacional da dupla. Ao longo da carreira, eles alcançaram números impressionantes: Mais de 15 milhões de discos vendidos. 18 CDs e 3 DVDs lançados. Mais de 15.000 apresentações, tocando para um público total estimado em 225 milhões de pessoas. Sucessos que marcaram gerações A dupla é especialmente lembrada por músicas que se tornaram clássicos do sertanejo romântico, entre elas: “Ela É Demais” – um dos maiores sucessos, que ficou meses nas paradas de rádio. “Nos Bares da Cidade” – música que descreve histórias de encontros e desencontros. “Filha” – canção emocional sobre a relação entre pai e filha. “Muleca” e “Cara de Pau” – outros hits lembrados pelos fãs. Seus álbuns também deixaram marcas, como o “10 Anos de Sucesso – Acústico”, que reuniu versões especiais e hits da carreira. Altos e baixos na parceria Ao longo da carreira, Rick e Renner enfrentaram momentos de separação: Em 2011, após mais de duas décadas de trabalho juntos, a dupla anunciou o fim da parceria. Eles se reuniram em 2012, depois se separaram novamente em 2015 e seguiram caminhos solo por um tempo. Em 2018, anunciaram mais um retorno, com o projeto e álbum Seguir em Frente, celebrando seus maiores sucessos e reconectando a dupla com os fãs. Esses reencontros emocionaram o público e mostraram o quanto a música deles faz parte da história do sertanejo brasileiro. Legado na música sertaneja Rick e Renner marcaram época por misturar letras românticas, melodias envolventes e performances cheias de sentimento. Suas músicas trataram de temas como amor, família, festas e histórias do cotidiano, criando uma conexão forte com ouvintes de todas as idades. Além disso, Rick também atuou como compositor para outros grandes nomes do sertanejo ao longo dos anos, reforçando sua contribuição para o gênero.

André Gomes
André Gomes·22 Jan 2026 · 3 min
Gabriel Cassimiro: uma trajetória construída com coração, persistência e música
Música

Gabriel Cassimiro: uma trajetória construída com coração, persistência e música

A música sempre esteve presente na vida de Gabriel Cassimiro. Desde muito pequeno, ainda na infância, ele já demonstrava uma ligação intensa com o universo sertanejo. Cresceu ouvindo grandes nomes que marcaram gerações, como Zezé Di Camargo & Luciano, João Paulo & Daniel, Leandro & Leonardo, Chitãozinho & Xororó, Gian & Giovani, entre tantos outros. Pela televisão e pelo rádio, Gabriel observava atentamente não só as canções, mas também a forma de cantar, os gestos, a interpretação e a maneira como esses artistas se comunicavam com o público. Ainda criança, esse encantamento se transformou em brincadeira séria: microfones de brinquedo viravam instrumentos de sonho, e o desejo de cantar já pulsava forte. Segundo ele, desde os quatro anos de idade já se via como cantor. O primeiro palco e a emoção inesquecível O primeiro grande marco de sua trajetória aconteceu em 2008. Com apenas 10 anos de idade, Gabriel subiu em um palco pela primeira vez, cantando ao lado da antiga dupla Deny & Alisson, amigos que ele carrega até hoje. A experiência foi marcante: emoção à flor da pele, o coração acelerado e uma felicidade difícil de explicar. Não havia técnica, apenas sentimento. Ao final, os abraços, os elogios e o carinho do público deixaram claro que aquele momento ficaria para sempre em sua memória. Sonhos, pausas e reencontros Como acontece com muitas crianças, o sonho da música acabou ficando adormecido por um tempo. Gabriel também chegou a se aventurar no futebol, mas entre lesões, falta de habilidade e muitas risadas, esse caminho acabou ficando apenas como diversão. Aos 17 anos, porém, a música voltou a falar mais alto. Durante uma apresentação na escola onde estudava, interpretando canções de Luan Santana e Cristiano Araújo, a reação do público foi imediata. A empolgação da galera mostrou que o sonho não só estava vivo, como começava a ganhar forma novamente. Aprendizado e raízes no sertanejo Em 2016, aos 18 anos, Gabriel foi convidado a participar do Clube da Viola de Ibaté. Esse período foi fundamental para sua formação musical. Ali, teve contato com grandes professores, aprendeu modas que antes não conhecia e aprofundou suas raízes no sertanejo. Alguns desses mestres hoje já não estão mais presentes, mas deixaram ensinamentos eternos. Outros seguem ao seu lado até hoje, como a dupla Rud & Ney, que faz parte do seu dia a dia. O primeiro barzinho e as histórias que a estrada conta O ano de 2019 marcou outro passo importante: o primeiro barzinho. O início não foi fácil. Chuva, dificuldades para alugar som, a falta até mesmo de um violão próprio e a negociação complicada do cachê renderam muitos perrengues. O dono do bar achou o valor alto, mas Gabriel precisava dele para pagar o som e ainda garantir um pequeno retorno. No fim, tudo deu certo — e o que parecia problema virou uma ótima história para contar. Pandemia, silêncio e evolução Em 2020 e 2021, a pandemia interrompeu os shows. Apesar da pausa forçada, o período se transformou em aprendizado. Gabriel passou a fazer aulas de canto, gravar mais vídeos para as redes sociais e trabalhar sua timidez, algo que ainda o acompanhava mesmo já cantando em público. Aos poucos, tudo começou a fluir de forma natural. Durante esse período, ele também participou do programa de TV do saudoso Titio Doni, que lhe ofereceu apoio e incentivo em um momento tão delicado. Uma parceria marcada por carinho e respeito, que hoje deixa saudades. Novos palcos e novos horizontes A partir de 2022, a carreira ganhou ritmo. Vieram shows em sequência, a transição dos barzinhos para eventos particulares, como aniversários, casamentos, confraternizações, além de participações em programas de rádio. A experiência de palco se fortaleceu, assim como a conexão com o público. O presente e o futuro: Inapagável Hoje, Gabriel Cassimiro vive uma nova fase. Trabalhando em suas músicas inéditas, ele apresenta ao público o EP Inapagável, um projeto que carrega sua essência, sua história e tudo o que foi construído ao longo dos anos. Com os pés no chão e o coração na música, Gabriel segue com o mesmo objetivo de quando era criança segurando um microfone de brinquedo: tocar o coração das pessoas através da sua voz e da sua verdade.

André Gomes
André Gomes·26 Jan 2026 · 4 min